Linhas e Projetos

a) Linhas de Pesquisa

Práticas jornalísticas – Coordenação: Angela Zamin

Produzir estudos sobre produtos e processos jornalísticos a partir de diferentes registros sobre as práticas e fazeres da área.

Estudos de gênero e práticas de comunicação – Coordenação: Vera Martins

Produzir conhecimento sobre os atravessamento das questões de gênero nas práticas de/da comunicação.

Jornalismo, contemporaneidade e reconhecimento – Coordenação: Reges Schwaab

Produzir conhecimento sobre jornalismo nas interfaces do discurso, da narrativa, na relação com o tempo presente e seus temas emergentes.

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b) Projetos atuais

1.  A crítica das práticas no interior do sistema jornalístico  | Profa. Angela Zamin (2016-2018)

Descrição: Descrição: Procedimentos regulares, repetidos cotidianamente, formam um regime das práticas (Foucault, 2005), dos processos que estruturam e organizam rotinas, determinam o fazer, colocando-se como adequados a um modo de objetivação jornalística. É no exercício em organizações jornalísticas, com suas políticas editoriais e controles e em meio a valores profissionais e a regras que disciplinam a recolha e o relato dos acontecimentos que os jornalistas forjam-se enquanto tal. Sobre as práticas individuais, contudo, incidem controles empresariais e editoriais que silenciam temáticas e acontecimentos, alteram a linguagem e controlam condutas, estabelecendo as condições de produção de significados. A presente pesquisa se volta à apreensão do que não se diz; do silêncio sobre certas práticas jornalísticas cotidianas ao tomar para análise espaços outros (Foucault, 2009), como livros de repórter (Marocco, 2011; Zamin, 2015) e perfis de jornalistas em redes sociais digitais, assumidos aqui como instâncias de acolhimento de críticas às práticas jornalísticas (Berger; Marocco, 2014) e de transgressão (Foucault, 2009). Interessa, todavia, percorrer textos em que certa categoria de jornalistas os de internacional, como correspondentes, stringers e freelancers examina como os acontecimentos se engendram e elabora uma crítica articulada à experiência.

1. A fundação da reportagem no gesto do reconhecimento | Prof. Reges Schwaab (2016-2019)

Descrição: O projeto pretende ampliar a discussão das interfaces da narrativa jornalística para além da tradicional herança e relação com a literatura e a história. Para tanto, busca dirigir o debate sobre a reportagem jornalística e sua construção narrativa como devedora do gesto de reconhecimento, mantendo em permanente evidência o Outro como dimensão primeira do gesto comunicativo. A partir dessa investigação, impulsionada por projetos anteriores, passamos a procurar entender o narrar jornalístico como contratempo, almejando alcançar sua potência como ruptura, como o que abre a possibilidade do possível (Marcos, 2007). O Outro como questão sintetiza um convite inquietante ao fim da distância, em que pese ele estar, paulatinamente, constituindo um limite à aproximação. Para Paul Ricoeur, a reciprocidade do reconhecimento é a exigência ética mais profunda. Em Emmanuel Lévinas (1980; 1993), o princípio ético absoluto é o cuidado com o outro, que decorre de uma responsabilidade incondicional e infinita como estrutura fundamental da subjetividade. O recorte empírico considera o que denominamos, a partir de Foucault (2009) de outros espaços, ou seja, narrativas que funcionem em condições não-hegemônicas de produção e circulação. Vamos ao encontro de produções que possam produzir algum tipo de ruptura sobre o contemporâneo, fazendo trabalhar um corpus selecionado entre reportagens e crônicas jornalísticas de diferentes países da América Latina. A motivação conceitual-metodológica considera que essa produção jornalística heterotópica, advinda dos cacos e das migalhas (Gagnebin, 2010), pela significação do insignificante, se transvestiria em potência. Contemplado no edital FIPE Jr. 2016-2017. Bolsista FIPE: Maiara Rauber; Bolsista voluntária: Luana Teixeira.

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c) Projetos já desenvolvidos

1. Saber jornalístico: a contribuição dos livros de repórter  | Profa. Angela Zamin (2015/2016)

Descrição: A pesquisa está centrada em livros escritos por repórteres. No espaço que ocupam, o de um relato que elabora uma exegese do próprio jornalismo, interroga-se a validade do conceito livro de repórter (Marocco, 2011; Zamin, 2011), por uma parte, e a constituição de uma hermenêutica do jornalismo, de seus saberes e fazeres (Foucault, 1999), por outra. Um itinerário de análise possível para os livros de repórter consiste em identificar e reconhecer as variedades de práticas jornalísticas. Outro, a imprecisão do funcionamento profissional. Ainda, as rotinas habituais do trabalho jornalístico e o modo como estas afetam os jornalistas e o Jornalismo. Dentre os movimentos de pesquisa estão a seleção e o exame de um conjunto de livros de repórter com vistas ao questionamento da qualidade interpretativa deste conceito, abrangência e características. O projeto foi iniciado na Universidade Federal de Ouro Preto, em 2014.1, suspenso, e continuado na Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista: Tonie M. Gregory dos Santos (FIPE/CESNORS/UFSM)

2. Jornalismo e os entrelugares da experiência: sondar, narrar, reconhecer  | Prof. Reges Schwaab (2015/2016)

Descrição: Nesta pesquisa, que avança a partir de investidas anteriores no tema, seguimos tecendo intervalos para abordar teórica e metodologicamente a narrativa jornalística e sua relação com a experiência e o tempo presente. Focalizando um espaço criado pela iniciativa de jornalistas no contexto comunicacional digital, vamos tensioná-lo pelos modos de aproximação, acesso e reconhecimento das emergências da atualidade. Que o jornalismo consiga alcançar o contemporâneo é uma intencionalidade de investigação mais ampliada, em busca de lugares que funcionem em condições não-hegemônicas e cuja ação possa produzir algum tipo de ruptura sobre o nosso tempo, permitindo, de igual modo, problematizar a escrita jornalística. O recorte empírico tem por base reportagens publicadas pela agência Pública, financiadas de forma independente e colaborativa por um sistema de bolsas de reportagem. Bolsista: Luciane Volpato Rodrigues (FIPE/CESNORS/UFSM)

3. Jornalismo e narrativa: percursos e procedimentos de duas repórteres brasileiras na Palestina  | Prof. Reges Schwaab e Profa. Angela Zamin (2014/2015)

Descrição: O presente projeto pretende discutir jornalismo, narrativa e questôes emergentes do contemporâneo e seu aparecimento no campo jornalistico a partir da produção de jornalistas em livro. A aproximação se da, em especial, em torno da experiencia e da narrativa de duas repórteres brasileiras, Helena Salem e Adriana Mabilia, na cobertura da questao Palestina. Buscamos trabalhar, de forma tentativa, as pistas que ofertam em seus escritos, no esforço de dar a ver diferentes aspectos da própria pratica jornalistica a partir dos livros, tomando como categorias a dimensão da experiencia, os procedimentos e a critica a cobertura e ao tema que elegem em suas obras.

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d) Seleção de Bolsistas de Iniciação Científica

2015

Chamada Pública 01/2015 | Projeto Jornalismo e os entrelugares da experiência: sondar, narrar, reconhecer | prof. Reges Schwaab | Resultado 

Chamada Pública 02/2015 | Projeto Saber jornalístico: a contribuição dos livros de repórter | profa. Angela Zamin | Resultado 

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